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Toque como uma garota: conheça duas crianças que mandam muito como DJs

Claudia Assef

29/06/2018 17h08

Adoro essas camisetas com o a frase "toque como uma garota". Soa quase como um mantra pra mim, já que na minha adolescência fazia aula de guitarra e, na época (estamos falando de anos 80/90), "tocar como uma garota" era o mesmo que tocar mal. Quem tocava bem eram os boys!

Que bom que o mundo mudou e hoje vemos essa renovação sobre o tema, agora o lance é tocar como uma garota porque isso significa que você toca bem, com a alma, com o coração, usa a sensibilidade ao seu favor e ainda tem habilidades técnicas, tudo junto ao mesmo tempo.

A frase voltou forte à minha cabeça quando vi o vídeo desta garota DJ de 10 anos de idade. Ela é do Gana e começou a tocar aos 9 anos. Já gravou uma música (junto com a mãe) e diz que escolheu o nome artístico DJ Switch porque ela "liga (switch, em inglês) a felicidade nas pessoas". Ela precisa de um pilha de tijolos para alcançar o equipamento na mesa e, olha, toca como uma garota, viu? Dá uma olhada nesta matéria que a BBC fez com a menina, que se chama Erika, adora estudar, dançar e, além de tocar como DJ, tem aulas de percussão, piano e trompete. "Ser DJ não é muito difícil. Crianças aprendem as coisas rápido", ela justifica. Apesar de adorar música, ela sonha em ser ginecologista, porque quer "ajudar as mulheres". Não dá pra ser mais fofa que isso. Dá uma olhada na matéria.

DJ Switch, 10 anos, Gana

Há cerca de um mês eu conheci outra garota que faz jus à tal frase da camiseta. Ela é de Brasília, se chama Rebeca e tem 10 anos. Mas é com seu nome em hebraico, Rivkah, que ela tem feito sucesso por aí. Me senti uma total ignorante por não conhecê-la depois de saber que ela, com menos de um ano de carreira, já tocou em várias festas de trance pelo Brasil.

Estava eu mediando um painel no BRMC (Brazil Music Conference) quando ela pediu para fazer uma pergunta. Me espantei em ver uma garotinha na plateia, pra começo de conversa. E fiquei ainda mais chocada quando ela perguntou o que eu achava da cena eletrônica atualmente no Brasil.

Depois do final do painel, ela veio toda fofa pedir pra tirar uma foto comigo. Disse que adorava meu livro (quase saiu glitter pela minha orelha quando ouvi essa informação) e que admirava muito as DJs que estavam participando do painel (Eli Iwasa e Aninha). No dia seguinte, ela, sempre acompanhada da mãe, me encontrou na conferência, desta vez com uma cópia do meu livro Todo DJ Já Sambou, e pediu pra eu assinar.

Momento fofura com Rivkah no BRMC


Fiquei megacuriosa e fui fuçar na internet pra encontrar vídeos da Rivkah tocando. Ela manda bem! Assim como a DJ Switch, ela também precisa de um banquinho pra alcançar a mesa de som, mas TOCA COMO UMA GAROTA. Dá uma olhada!

DJ Rivka, 10 anos, Brasil 

Tem mais crianças DJs prodígio que eu esteja precisando conhecer? Me atualiza!

Sobre a autora

Claudia Assef é uma das mais respeitadas especialistas em música do país. É publisher do site “Music Non Stop” e ao lado de Monique Dardenne fundou o “Women's Music Event”, plataforma de conteúdo e eventos que visa aumentar o protagonismo da mulher na indústria da música.

Sobre o blog

Um espaço para falar sobre descobertas musicais, novidades, velharias revisitadas, tendências e o que está rolando na música urbana contemporânea, seja na noite ou nas plataformas de streaming mais próximas de você.